sexta-feira, 24 de julho de 2009

Fofoca e intriga no trabalho


“Estou começando como estagiária em uma pequena empresa que tem seis funcionários. Agora já trabalhando, identifiquei um pequeno grupo de mulheres que ficam com fofocas e outras atitudes que lembram os grupos de meninas adolescentes, apesar de todas serem adultas. Já me envolveram em uma pequena intriga e perguntaram de lado eu queria ficar, as opções foram o lado delas e o lado do gerente. Expliquei que estava ali pra trabalhar e aprender e que estaria sempre do meu lado. Elas começaram a me isolar e o clima não é dos melhores.”

Esses fatos são bem comuns em empresas de todos os níveis. Muito bom o posicionamento da estagiária, mas se o desempenho profissional está sendo comprometido por ações de sabotagens, ela deve procurar seu superior imediato ou o RH e colocar tudo que está acontecendo.

Eduardo Teixeira

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Percepção

...duas pessoas podem ver a mesma coisa, discordar e ter razão, simultaneamente. Isto não é lógico, é psicológico.

Rawls, John, Uma Teoria da Justiça (Lisboa: Presença, 2001)

Frases Famosas - Hendrie Weisinger

A consciência dos seus próprios sentimentos e atitudes pode influênciar seus atos de tal maneira que eles funcionem em seu benefício.

Hendrie Weisinger*

* tornou-se um especialista na aplicação da inteligência emocional, criando técnicas de treinamento de reconhecida eficácia.

Uma velha lenda hindu

Houve um tempo em que todos os homens na terra eram deuses. Eles pecaram e abusaram tanto seu Poder Divino, que Brahma, Deus dos deuses, decidiu que a "cabeça de Deus" seria tirada dos homens e escondida em algum lugar onde eles jamais pudessem encontrá-la e usá-la indevidamente.
Um dos deuses sugeriu:
- Vamos enterrá-la fundo no chão.
Brahma respondeu:
- Não, o homem vai cavar a terra e encontrá-la.
Outro Deus então disse:
Vamos colocá-la no mais fundo oceano.
Brahma disse:
- Não, o homem aprenderá a mergulhar e poderá encontrá-la.
Um terceiro Deus argumentou:
- Por que, então, não a escondemos na mais alta montanha?
- Tenho um lugar melhor, disse Brahma:
- Vamos escondê-la dentro do próprio homem.
É um lugar onde ele jamais pensará em procurá-la.

Domínio popular.

Frases Famosas - Buda

Autoconhecimento

O maior vencedor não é aquele que venceu a dez batalhas ou a cem obstáculos, mas sim aquele que venceu a si mesmo.

Buda*

*Mestre religioso e fundador do budismo no século VI antes de Cristo.

Frases Famosas - Daniel Goleman

Empatia
Perceber o que as pessoas sentem sem que elas o digam constitui a essência da empatia.
Daniel Goleman*

*Escritor de renome internacional, psicólogo.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O que é profissionalismo?


Um grupo de novos funcionários estava reunido para receber as tradicionais boas vindas em uma importante multinacional, instalada em Curitiba, e ter contato com as normas de procedimento. Postura, métodos, relatórios e um pedido reforçado por profissionalismo foram assuntos abordados. Até que a pessoa que conduzia a reunião perguntou o que era profissionalismo. Um dos participantes se adiantou e respondeu:
- É dar o melhor de si no trabalho.
- É estar sempre colaborando com a empresa, disse outro.
A pessoa que conduzia fez um sinal com a palma da mão para que parassem e falou:
- Contarei uma breve historinha, ok? Em uma grande e importante companhia aérea, ocorreu um dos muitos vôos internacionais, mas aquele era especial, pois uma turma de novos tripulantes estava fazendo sua primeira viagem. Na cabine apenas uma comissária tinha anos de experiência, os outros comissários estavam estreando. O vôo transcorria normal apesar de estar completamente lotado. Como a viagem era de longa duração e havia muitas crianças e idosos com muitos pedidos, em algum momento o serviço começou a ficar atrasado. A escala em um movimentado aeroporto estava ameaçada, pois se a cabine não estivesse organizada em poucos minutos, a aeronave teria de sobrevoar e esperar no final da fila para pousar, o que atrasaria todo o resto do vôo. Vendo a situação que se passava uma comissária que fazia a viagem de volta como passageira, levantou-se da poltrona e começou a ajudar a recolher as bandejas, com sua grande habilidade tudo estava no lugar e a aeronave pousou sem atraso. Já em terra, com a cabine quase vazia a comissária chefe se aproximou da despojada funcionária que acreditava que iria receber um agradecimento, um elogio, ao que responderia que não havia feito mais que sua obrigação. Mas a comissária em vez de agradecer criticou:
- Espero que nunca mais você faça uma coisa assim, disse a comissária chefe.
- O que eu fiz? Só ajudei a equipe, a empresa, eu fui profissional, respondeu.
- Negativo, sua ação atrapalhou enormemente nossa empresa. Aqui estava claro que houve inúmeros problemas em vários setores da empresa, escalação, dimensionamento da equipe, provavelmente o impacto do atraso faria com que os setores envolvidos nunca mais cometessem os mesmos erros. Já com sua interferência... haverá meu relatório, claro, mas como o resultado foi alterado, levará mais tempo para ser corrigido. Você não foi profissional.
A pessoa que conduzia a reunião citou um exemplo recente em sua empresa. Havia um funcionário que deveria visitar uma filial em outro estado, então deveria receber em conta os valores referentes à diária, passagens e confirmação de hospedagem. Pois bem, um estagiário não fez o credito da diária e o funcionário desembolsou os valores e depois recebeu o reembolso. Ele foi profissional? Não, respondeu. Se tivesse recusado sair de casa por causa do não recebimento dos valores da diária, estaria certíssimo, pois essa é a política da empresa, não devem ser abertas essas exceções. Quem não cumpriu seus deveres foi o departamento responsável, que escalou alguém sem o devido preparo para uma tarefa relativamente simples. E o funcionário não tem de bancar viagem a trabalho, ele não foi profissional.
Então, o que é profissionalismo?

Eduardo Teixeira

domingo, 19 de julho de 2009

A irresistível ascensão do Boto Tucuxi

A Amazônia é rica em lendas e povoa a crendice dos ribeirinhos cobras gigantescas (cobra grande), o boitatá, Iara, guaraná, vitória-régia, caapora, curupira, jurupari, entre tantas. Mas uma lenda que nasceu nos anos 50, por tanto, bem recente, acabou de morrer. Gilberto Mestrinho de Medeiro Raposo ou Gilberto Mestrinho, chamado nos idos de 50 por professor ou de “Boto Tucuxi”. Filho da terra esteve atento a oportunidades e sempre levou vantagens ante os diferentes cenários que o Brasil viveu. Politicamente seguia a doutrina gilbertista, que por anos foi quase imbatível no estado do Amazonas. Era um populista de mão cheia, e tinha no assistencialismo as comunidades carentes do estado, sua maior força eleitoral. Esteve no poder diversas vezes e perdeu a oportunidade de escrever seu nome na história, como alguém que ajudou realmente o desenvolvimento da região, ao contrário de ser lembrado dessa maneira folclórica.

Eduardo Teixeira

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O mesmo cenário tem diferentes leituras


Era uma vez...
Uma indústria de calçados que tem em sua presidência nada menos do que seu fundador: um senhor com o rosto marcado pelo tempo e com a sabedoria que o tempo lhe havia oferecido.
A indústria continuava forte, apesar dos chineses. Com o crescimento, foram contratados alguns diretores. Todos muito bem preparados, com um vasto repertório de idéias, muitas posições a favor de um plano cuidadoso de crescimento, afinal a crise está aí mesmo.
Mas nosso herói, o fundador, sentia o cheiro de oportunidade, então chamou dois de seus diretores, falou individualmente com eles e pediu segredo sobre a missão que daria a cada um.
Eles partiram em datas diferentes para um mesmo destino, uma região do Brasil que estava apresentando grande migração por conta de descobertas de minérios e a instalação de uma grande e poderosa empresa. A missão era analisar o potencial da região e traçar uma estratégia para a entrada de seus produtos.
Quando os diretores retornaram fizeram seus relatórios verbais ao presidente. O primeiro estava com um ar de preocupado e falou que o lugar era um buraco, não havia nada, o comércio estava iniciando e havia dificuldade de se conseguir de tudo. Certamente não era um lugar para se instalar. O segundo estava sorridente, dizia que o lugar era uma mina, que o comercio estava iniciando e essa era a hora de se instalar e se fortalecer na região, certamente em pouco tempo a região estaria muito desenvolvida e rica e quem estivesse chegado primeiro poderia estar dominando o mercado.
O mesmo cenário tem diferentes leituras. Qual é a sua leitura? Você consegue enxergar possibilidades na adversidade ou cai em lamentações, não conseguindo detectar possibilidades de melhora, sendo tudo muito difícil de ser executado e alcançado?
Eduardo Teixeira

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Uma obra criativa, inovadora, marcante.



Em 1979, um jovem então com 20 anos de idade, nascido em uma família negra norte americana, fazia um juramento pra si mesmo de que seu próximo trabalho faria com que todos reconhecessem sua genialidade. Mas ao contrário da maioria das pessoas, que fazem esse tipo de desafio pessoal quando encontra um fracasso, essa promessa vinha após um grande feito, um sucesso mesmo. Estamos falando de um artista, desses que tem muito talento e que é quase uma unanimidade. Não um artista criado pela indústria para ser um sucesso por algum tempo e depois substituído por outro. Não, esse era diferente. Quando ainda era muito pequeno, todos a sua volta reconheciam seu talento. E assim foi por vários anos, trabalhando em família, até que ele achou que podia ser maior, muito maior.
Nos anos 80 leu a biografia de um grande marqueteiro norte americano, P.T. Barnum, que tinha como lema “quanto mais melhor”, queria sempre estar em evidência mesmo que para isso tivesse que exagerar um pouco e maquiar sua história para torná-la mais atraente. Fez dessa biografia uma bíblia e junto com seu agente criou inúmeros boatos sobre si mesmo e a imprensa tratou de aumentá-los ou mesmo inventar novos. “Quero que minha carreira seja o maior show da Terra”, declarou a seu agente. A partir daí é um obstinado pela construção de sua carreira. Direciona seu talento para compor uma obra criativa, inovadora, marcante e culturalmente relevante, acompanhado de uma imagem excêntrica que lhe garantiria estar sempre aparecendo na mídia.
E assim foi por muitos anos a vida desse artista, um show men, um criativo, excêntrico e perturbado astro do mundo pop. Michael Jackson tornou-se um dos homens de negócios mais bem sucedidos da história, sendo por muitos anos um dos homens mais ricos do planeta. A construção do seu império financeiro não precisou de fábricas, seu único produto era seu talento. Soube reconhecer grandes oportunidades de negócios, comprava barato e supervalorizava na venda. Sua ascensão foi tão espetacular quanto sua queda, mas nunca esteve falido realmente. Suas vendas já eram tidas como difíceis de serem alcançadas por alguém nesse planeta, agora com sua morte, virou mais do que nunca um ícone que vendeu 50.000 cópias de qualquer um de seus CDs, agora, enquanto você lê esse artigo.

Eduardo Teixeira

Pesquisa: A Experiência da Fama, Maria Claudia Coelho, Editora FGV, 1999, Celebrity, Chris Rojek, Reaktion Books, 2002, Freak Inside the Twisted World of Michael Jackson, Nick Bishop, AMI Books, 2003, Moonwalk, Michael Jackson, Doubleday, 1988, The Rolling Stone Illustrated History of Rock & Roll, Diversos autores, Random House, 1992, Wikipédia, Revista Superinteressante

terça-feira, 14 de julho de 2009

Obstinação, perseverança e competência


Roberto Luiz Justus, empresário, publicitário, escritor, palestrante, cantor e apresentador, em recente entrevista para Hebe Camargo no SBT (13/07/2009), revelou o segredo do sucesso de suas empresas: equipe. Ele revela que hoje pode se dar ao luxo de ficar algum tempo afastado de suas empresas graças as equipes que estão muito bem estruturadas.
Justus ficou popular através do reality show “O Aprendiz”, que selecionou e premiou funcionários, sócios e universitários. Inovação e criatividade acompanham a carreira de quem está trabalhando com Justos. Sua agência, a Newcomm Comunicação Integrada, é considerada um dos grandes cases de comunicação do país. O empresário também se tornou sócio de duas grandes redes de publicidade internacionais.
No início de 2004, com a aquisição da Bates pelo grupo inglês WPP, Justus tornou-se sócio do maior grupo de comunicação do mundo, formando o Grupo Newcomm, primeira holding mista da história da propaganda brasileira em regime de gestão compartilhada.
Para Justos, “não devemos temer mudanças, devemos mudar os que as temem”. Tem “Inovação” como palavra chave. E comenta sobre o erro: “Todo mundo erra, é natural do ser humano, o importante é acertar mais do que errar. Reconhecer quando você erra. Não insistir no erro e saber dar a volta. O grande empresário é aquele que percebe que não está no caminho certo e sabe dar a guinada em tempo. Eu tive sucesso porque acertei mais do que errei”.
Em junho de 2009, Justus assinou contrato de quatro anos como apresentador de televisão, com o SBT, onde receberá no minimo R$ 12 milhões por ano, já que terá sociedade no faturamento de suas produções. Vale lembrar que o ultimo “O Aprendiz” arrecadou cerca de R$ 70 milhões em 15 exibições, projetando um faturamento anual para Justus, na nova empreitada, de cerca de R$ 50 milhões por ano ou algo em torno de R$ 200 milhões durante seu contrato.
Obstinação e perseverança são as marcas desse empresário, que soube acompanhar as mudanças do mundo e se posicionou em tempo, frente a todas elas.

Eduardo Teixeira

Primeiro, não queremos perder

É lógico que não queremos perder.
Não deveríamos ter de perder nada.
Nem saúde, nem afetos, nem pessoas amadas.
Mas a realidade é outra coisa.

Segundo: perder dói mesmo.
Não há como não sofrer.
É tolice dizer não sofra, não chore.
A dor é importante.
O luto também.

Terceiro: precisamos de recursos internos para enfrentar a tragédia e a dor.
A força decisiva terá de vir de nós, de onde foi depositada a nossa bagagem.
Lidar com a perda vai depender do que encontrarmos ali.

A tragédia faz emergir forças inimagináveis em algumas pessoas.
Por mais devorador que seja, o mesmo sentimento que derruba faz voltar a crescer.

Quando é hora de sofrer não temos de pedir licença para sentir e esgotar a dor.
O luto é necessário ou a dor ficará soterrada,
Seu fogo queimando nossas ultimas reservas de vitalidade e fechando todas as saídas.

Aprendi que a melhor homenagem que posso fazer a quem se foi é viver como ele gostaria que eu vivesse.
Bem, integralmente, saudávelmente, com alegrias possíveis e projetos até impossíveis.

Autora: Lya Luft

sábado, 11 de julho de 2009

Silvio Santos é o nome da estratégia



Nas últimas semanas o mundo do entretenimento televisivo do Brasil ficou muito movimentado. Tudo começou com o assédio da Rede Record ao apresentador do SBT, Gugu Liberato. A Record ofereceu um contrato de longa duração (oito anos), excelente remuneração (3 milhões mensais) e outras vantagens de carreira. Gugu era simplesmente a maior audiência e faturamento do SBT (próximo de 60%). Esse foi um golpe fortíssimo deflagrado pela concorrente e quando todos poderiam pensar que seria o “golpe de misericórdia” na rede que estava ha muito perdendo espaço, anunciantes e respeito, vimos uma reviravolta digna de um mestre, de um daqueles históricos generais com estratégia mirabolante frente a uma batalha que todos poderiam dar como perdida. O heróico Silvio Santos, pseudônimo de Senor Abravanel, apresentador, empresário e dono do Grupo Silvio Santos (conglomerado de empresas como Teatros, Lojas de Crediários, Capitalização e Bancos), Braspag e do SBT – Sistema Brasileiro de Televisão, desferiu imediatamente um golpe a altura, contratou o também empresário e apresentador Roberto Justos, o maior sucesso em faturamento da Record por 6 anos seguidos (só em 2009, 15 programas do Aprendiz faturaram 70 milhões). Também contratou a apresentadora, cantora, atriz e empresária Eliana Michaelichen ou simplesmente Eliana, que na guerra da audiência aos domingos não raro derrotava o Programa Silvio Santos, o impacto no faturamento da Record, com a saída da Eliana não foi tão forte, mas na audiência, sim.
Parecia que nosso herói tinha mostrado que a “pipa do vovô” ainda sobe e que sua vingança pararia por aí. Mas a brilhante estratégia de Silvio Santos estava apenas começando. Contratou diretores de programas, produtores, roteiristas da concorrente. Até que o improvável aconteceu, o diretor artístico da Record, Paulo Franco, que foi o responsável pela contratação de Gugu, foi contratado pelo SBT. Silvio tirou simplesmente o executivo mais próximo do bispo Honorilton Gonçalves, o todo poderoso da Record. Esse diretor foi o responsável por toda a estratégia de programação, montada pela Record nos últimos anos. Enquanto a diretoria da Rede Record, realizava uma reunião de emergência para traçar uma estratégia de não mais perder profissionais, veio mais um golpe fortíssimo, quase um xeque-mate: o SBT contratou o autor de telenovelas Tiago Santiago. Ao tirar Santiago da Record, Silvio Santos tira um dos tripés da emissora, a teledramaturgia, área que a Record mais investiu dinheiro nos últimos anos, e com a qual mais contava na chamada trilha “da liderança”. Santiago era o artífice maior desse investimento, e acaba de ir embora para o SBT, com toda informação necessária.
O resultado dessa briga é de difícil previsão, mas o craque do jogo é Silvio Santos que aos 78 anos, se viu acuado e reagiu de uma forma brilhante, surpreendendo a todos, foi capaz de dá a volta por cima e ainda marca gols de placa. Um fenômeno!
Estou certo de que as gerações futuras, quando buscarem historicamente esses acontecimentos recentes, encontrarão vasto material para analisar e creio que ficará registrado para sempre a surra de estratégia que Silvio Santos aplicou na Rede Record em julho de 2009.

Eduardo Teixeira

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Como saber se sou um bom empregado?



Cumpro meu horário certinho, não sou de faltar, me relaciono bem com os colegas, fujo de intrigas e fofocas e eventualmente até fico depois do meu horário.
Acontece que as vendas não estão muito boas e o meu chefe começou a pedir pra eu ir tentar captar alguns convênios com empresas. Mas eu não sou da área de vendas, meu trabalho é administrativo. Eles fizeram um treinamento e elaboraram um material até que bem bonito, mas eu não levo jeito pra essa coisa. Meu medo é de ser demitido.
Ouvi esse relato do João, um conhecido aqui do bairro. Parece claro que a empresa passando por dificuldades, procurou buscar soluções para seu problema. Entendo que o investimento em treinamento (que foi oferecido ao João) é uma forma de oferecer uma oportunidade para esse funcionário e deveria ser encarada dessa maneira, como uma nova oportunidade. O seu nome foi pensado por seu superior por que algum mérito ele deve ter, um talento que talvez ele mesmo desconheça.
Acho que o João deveria se dá essa nova oportunidade e fazer o melhor. Em vez de recuar, deveria traçar um bom planejamento e ir à busca dos convênios que ajudarão a empresa.
Vamos nos colocar no lugar do empresário em questão. Talvez com as dificuldades que o negócio está passando, sua opção por reaproveitar um bom funcionário em um setor de suma importância como o de vendas, mostra o grau de confiança que ele tem no João e é uma maneira de não ter de demitir pura e simplesmente.
No momento atual, temos que deixar de pensar pequeno. O funcionário que entra na empresa já contando quantos dias falta para receber o adiantamento está indo na contramão. Temos de ser participativo, entender do negócio da empresa, trazer idéias, temos de pensar e agir como empreendedores.

Eduardo Teixeira

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Faça o que eu digo e não faça o que eu faço



Você sabe o que é hipocrisia? É o ato de fingir crer em algo, ter virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui.
Quantas vezes você presenciou na escola, na família, no trabalho, uma pessoa ensinando um valor e praticando outro? Muitas, não é verdade? Lógico que sim, todas essas instituições são unidas pela mesma linha invisível da hipocrisia, ontem, hoje e desde sempre. Existe uma frase que sintetiza a questão: “sepúlcros caiados!“, bonitas por fora e apodrecidas por dentro.
Outro dia recebi um panfleto de uma empresa que se dizia amiga da natureza e convidava para um evento cívico ecológico. Tudo isso impresso em um papel não reciclado. Pode haver lição de hipocrisia maior do que esta? Sim, sempre haverá uma forma mais hipócrita do que outra.
Como toda regra tem excessão, vamos colhendo aqui e ali exemplos daqueles que lideram pelo exemplo.
Vamos participar dessa força contra a hipocrisia e transformar em ações nossos melhores discursos.
Se criticamos nossa esposa e filhos por gastar muito com supérfluos, não vamos dar exemplos contrários.
Se criticamos a apatia de nossos colaboradores, vamos nos mostrar motivados e encher nossos dias de ações produtivas e criativas.
Vamos conjugar o verbo da ação. Vamos agir.

Eduardo Teixeira

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Motivação e Vontade



Falta de motivação é o quê?
É normal que as pessoas com o decorrer do tempo, comecem a perder a motivação. Ela não dura para sempre.
Tem de ser exercitada com frequência. Deveria se tornar um hábito diário, como escovar os dentes ou tomar um banho.

Mas como buscar motivação todos os dias no trabalho?
O trabalho tende a se tornar uma rotina das mais previsíveis. Com o decorrer do tempo, os desafios vão se tornando escassos e começamos a ficar cada vez mais acomodados.
A minha inteligência diz que devo buscar estímulos, desafios, novos objetivos, mas simplesmente não consigo.

Minha vida está definida: trabalho em uma boa e grande empresa, meu salário é bom, tenho casa, carro e cartão de crédito e meu trabalho vai indo...
De vez em quando surge alguma coisinha diferente pra eu fazer, mas nada que mereça grande destaque.

Pronto, você está a caminho do fim.

Fim de quê?
Ora bolas, de carreira, de vida, de histótia.
Você já não é capaz de acrescentar mais nada a história, então seu personagem é pouco ou nada interessante.
E quando um personagem fica sem interesse em uma história qualquer, ele é morto, desaparece, dá lugar pra um outro personagem mais marcante e capaz de introduzir um gás...

Mas porque alguem tão inteligente feito eu, ficou assim, tão sem motivação, caindo no ostracismo?
Nesse caso a inteligência nada teve a ver com isso. Faltou vontade. Faltou querer. Como quando você iniciou a aprender a dirigir. Nossa, quanta coisa ao mesmo tempo lembra?
Teve de aprender a controlar os pedais, mudar as marchas, controlar o volante, olhar nos retrovisores, lê as placas de transito, tudo ao mesmo tempo, quanto desafio, não é mesmo?
Errou feio tantas vezes, no inicio faltava coordenação, mas não desistiu até conseguir. Depois outros desafios foram recheando sua vida. E você foi levado pela vontade, pelo querer.
Foi esse sentimento que te fez superar os diversos estágios desafiadores de sua vida. O sua inteligência ajudou a trilhar o caminho, mas sem a vontade você nem teria dado o primeiro passo.
Não tem uma fórmula para que você volte a ter a vontade que tinha antes. Ela está dentro de você. Nasceu com ela, ninguém te ensinou isso, é seu dom nato.

Busque dentro de você aquela vontade perdida, crie pequenos desafios diários, até que esteja com a vontade em ponto de bala para um novo grande projeto.
Comece surpreendendo as pessoas do seu convívio diário e tenha em mente que pode fazer cada vez mais.
Olha, se fizer tudo direitinho, quem sabe aquela vaga de chefia não possa ser oferecida para você, que é cheio de energia, criatividade, inteligência e força de vontade.
Basta querer.

Eduardo Teixeira