domingo, 19 de julho de 2009

A irresistível ascensão do Boto Tucuxi

A Amazônia é rica em lendas e povoa a crendice dos ribeirinhos cobras gigantescas (cobra grande), o boitatá, Iara, guaraná, vitória-régia, caapora, curupira, jurupari, entre tantas. Mas uma lenda que nasceu nos anos 50, por tanto, bem recente, acabou de morrer. Gilberto Mestrinho de Medeiro Raposo ou Gilberto Mestrinho, chamado nos idos de 50 por professor ou de “Boto Tucuxi”. Filho da terra esteve atento a oportunidades e sempre levou vantagens ante os diferentes cenários que o Brasil viveu. Politicamente seguia a doutrina gilbertista, que por anos foi quase imbatível no estado do Amazonas. Era um populista de mão cheia, e tinha no assistencialismo as comunidades carentes do estado, sua maior força eleitoral. Esteve no poder diversas vezes e perdeu a oportunidade de escrever seu nome na história, como alguém que ajudou realmente o desenvolvimento da região, ao contrário de ser lembrado dessa maneira folclórica.

Eduardo Teixeira

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