sexta-feira, 17 de julho de 2009

O mesmo cenário tem diferentes leituras


Era uma vez...
Uma indústria de calçados que tem em sua presidência nada menos do que seu fundador: um senhor com o rosto marcado pelo tempo e com a sabedoria que o tempo lhe havia oferecido.
A indústria continuava forte, apesar dos chineses. Com o crescimento, foram contratados alguns diretores. Todos muito bem preparados, com um vasto repertório de idéias, muitas posições a favor de um plano cuidadoso de crescimento, afinal a crise está aí mesmo.
Mas nosso herói, o fundador, sentia o cheiro de oportunidade, então chamou dois de seus diretores, falou individualmente com eles e pediu segredo sobre a missão que daria a cada um.
Eles partiram em datas diferentes para um mesmo destino, uma região do Brasil que estava apresentando grande migração por conta de descobertas de minérios e a instalação de uma grande e poderosa empresa. A missão era analisar o potencial da região e traçar uma estratégia para a entrada de seus produtos.
Quando os diretores retornaram fizeram seus relatórios verbais ao presidente. O primeiro estava com um ar de preocupado e falou que o lugar era um buraco, não havia nada, o comércio estava iniciando e havia dificuldade de se conseguir de tudo. Certamente não era um lugar para se instalar. O segundo estava sorridente, dizia que o lugar era uma mina, que o comercio estava iniciando e essa era a hora de se instalar e se fortalecer na região, certamente em pouco tempo a região estaria muito desenvolvida e rica e quem estivesse chegado primeiro poderia estar dominando o mercado.
O mesmo cenário tem diferentes leituras. Qual é a sua leitura? Você consegue enxergar possibilidades na adversidade ou cai em lamentações, não conseguindo detectar possibilidades de melhora, sendo tudo muito difícil de ser executado e alcançado?
Eduardo Teixeira

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