quarta-feira, 15 de julho de 2009

Uma obra criativa, inovadora, marcante.



Em 1979, um jovem então com 20 anos de idade, nascido em uma família negra norte americana, fazia um juramento pra si mesmo de que seu próximo trabalho faria com que todos reconhecessem sua genialidade. Mas ao contrário da maioria das pessoas, que fazem esse tipo de desafio pessoal quando encontra um fracasso, essa promessa vinha após um grande feito, um sucesso mesmo. Estamos falando de um artista, desses que tem muito talento e que é quase uma unanimidade. Não um artista criado pela indústria para ser um sucesso por algum tempo e depois substituído por outro. Não, esse era diferente. Quando ainda era muito pequeno, todos a sua volta reconheciam seu talento. E assim foi por vários anos, trabalhando em família, até que ele achou que podia ser maior, muito maior.
Nos anos 80 leu a biografia de um grande marqueteiro norte americano, P.T. Barnum, que tinha como lema “quanto mais melhor”, queria sempre estar em evidência mesmo que para isso tivesse que exagerar um pouco e maquiar sua história para torná-la mais atraente. Fez dessa biografia uma bíblia e junto com seu agente criou inúmeros boatos sobre si mesmo e a imprensa tratou de aumentá-los ou mesmo inventar novos. “Quero que minha carreira seja o maior show da Terra”, declarou a seu agente. A partir daí é um obstinado pela construção de sua carreira. Direciona seu talento para compor uma obra criativa, inovadora, marcante e culturalmente relevante, acompanhado de uma imagem excêntrica que lhe garantiria estar sempre aparecendo na mídia.
E assim foi por muitos anos a vida desse artista, um show men, um criativo, excêntrico e perturbado astro do mundo pop. Michael Jackson tornou-se um dos homens de negócios mais bem sucedidos da história, sendo por muitos anos um dos homens mais ricos do planeta. A construção do seu império financeiro não precisou de fábricas, seu único produto era seu talento. Soube reconhecer grandes oportunidades de negócios, comprava barato e supervalorizava na venda. Sua ascensão foi tão espetacular quanto sua queda, mas nunca esteve falido realmente. Suas vendas já eram tidas como difíceis de serem alcançadas por alguém nesse planeta, agora com sua morte, virou mais do que nunca um ícone que vendeu 50.000 cópias de qualquer um de seus CDs, agora, enquanto você lê esse artigo.

Eduardo Teixeira

Pesquisa: A Experiência da Fama, Maria Claudia Coelho, Editora FGV, 1999, Celebrity, Chris Rojek, Reaktion Books, 2002, Freak Inside the Twisted World of Michael Jackson, Nick Bishop, AMI Books, 2003, Moonwalk, Michael Jackson, Doubleday, 1988, The Rolling Stone Illustrated History of Rock & Roll, Diversos autores, Random House, 1992, Wikipédia, Revista Superinteressante

Um comentário:

  1. Um texto diferente sobre um assunto saturado!

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